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Quais são os tipos de tratamento para dependentes químicos mais indicados? Dada a complexidade que envolve o uso de drogas, há, atualmente, diversos tipos de tratamento para dependentes químicos. A superação da...

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Quais tipos de tratamento para dependentes químicos mais indicados?

Publicado por: admin
29/08/2020 03:26 PM
Courtesy Pixabay
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Quais são os tipos de tratamento para dependentes químicos mais indicados?


Dada a complexidade que envolve o uso de drogas, há, atualmente, diversos tipos de tratamento para dependentes químicos. A superação da dependência química exige a combinação de diferentes intervenções para que a terapia seja direcionada conforme o perfil e a necessidade de cada indivíduo.

 

Igualmente relevante é identificar os gatilhos que levam a esse comportamento e propor soluções eficazes. Nesse contexto, vamos explicar quais são e como funcionam esses métodos terapêuticos.

 

Entenda a importância do tratamento especializado para a recuperação do dependente químico e saiba como escolher as intervenções mais adequadas para se livrar desse problema definitivamente. Boa leitura!

 

Fatores que influenciam a reabilitação dos usuários de drogas

Recentemente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, avaliou o perfil do usuário de drogas no Brasil com idades entre 12 e 65 anos. Os dados revelam a necessidade de buscar alternativas mais eficientes para conter os impactos desse problema sobre a saúde individual e coletiva.

 

Um dos pontos destacados na pesquisa é que cada usuário de drogas estabelece uma relação peculiar com a substância. Eles também apresentam necessidades diferentes e, até mesmo, variação na quantidade de drogas para alcançar o efeito desejado.

 

A compreensão dessas nuances é importante para o profissional desse campo escolher os tipos de tratamento para dependentes químicos com as intervenções mais específicas. Na prática, isso ajuda a implementar ações que reduzam os impactos das drogas sobre as relações sociais, familiares e profissionais.

 

Considerando que o vício em entorpecentes resulta da interação de diferentes aspectos da vida do paciente, adotar uma visão mais contextualizada do problema é essencial para evitar complicações emocionais, como a ansiedade e a depressão.

 

Logo, a importância do tratamento contra a dependência química envolve uma realidade bem mais complexa e que sugere a necessidade de terapias diferenciadas e voltadas para todos os aspectos envolvidos. Ao conhecer as motivações que alimentam o vício, é possível trabalhar com propostas terapêuticas mais focadas na reabilitação cognitiva e social do paciente e na recuperação da qualidade de vida.

 

Tipos de tratamento para dependentes químicos

 

Listamos os principais tipos de tratamento para dependentes químicos. Veja quais são!

 

Desintoxicação

A desintoxicação é um passo importante para a completa reestruturação das funções metabólicas afetadas pela toxicidade. Esse processo também influencia a estabilidade emocional do dependente químico, já que a recuperação só é eficaz quando novas posturas e comportamentos saudáveis são estabelecidos.

 

A desintoxicação é a fase inicial de todos os tipos de tratamento para dependentes químicos. Considerando a relação entre depressão e uso de drogas, as terapias combinadas são focadas na reversão dos prejuízos fisiológicos e na redução dos sintomas da abstinência que podem gerar tais complicações.

 

A desintoxicação aguda pode durar entre 20 a 45 dias e é uma das etapas mais importantes do tratamento. Segundo Jader Carvalho Miotto, psicólogo do Hospital Santa Mônica, “após esse período, o tratamento é focado nas questões mais emocionais. O objetivo é tratar com mais efetividade o que mantém o paciente usando essas substâncias, apesar de ter consciência das consequências negativas do seu uso.”

 

O especialista ainda destacou que “após a abstinência aguda, o nível de consciência aumenta e o humor fica mais estável. Isso facilita o processo de conscientização e a escolha de ferramentas de enfrentamento mais adequadas para manter o paciente em abstinência.”

 

Nessa etapa, o apoio dos amigos e familiares é crucial para que o indivíduo consiga ter a força psicológica necessária à continuidade de seu propósito. Vale destacar que o sucesso da desintoxicação é determinante para preparar o paciente para as próximas fases do tratamento.

 

Psicoterapia

A intervenção psicoterapêutica consiste em um processo que propõe a combinação de terapias de suporte psicológico com medicamentos. São diversas fases e cada uma delas é estabelecida de acordo com a percepção do profissional quanto às principais necessidades do paciente.

 

O ideal é que essas intervenções terapêuticas combinadas sejam feitas em instituições especializadas e que disponibilizem uma equipe multidisciplinar, composta por médicos clínicos, psiquiatras, psicólogos, assistente social e outros. Além do uso de remédios, o trabalho de aconselhamento auxilia na importância de evitar comportamentos que colocam a saúde em risco.

 

Por meio de uma intervenção multiprofissional é possível alcançar resultados mais satisfatórios na reabilitação do paciente. Quando se trabalha em equipe, o compartilhamento de ideias ajuda a perceber, com mais clareza, a necessidade de eventuais ajustes para tornar as terapias escolhidas ainda mais eficientes.

 

Medicamentos

As medicações devem ser criteriosamente escolhidas e monitoradas pela equipe responsável. Ter esse cuidado é fundamental para que o dependente químico não abuse dos medicamentos ou adote alguma postura prejudicial à saúde.

 

Devido à própria dinâmica dos entorpecentes, a fisiologia de um organismo já intoxicado exige a substituição das substâncias que lhe foram retiradas para evitar a síndrome de abstinência.

 

Muitas vezes, é necessário a prescrição de analgésicos para reduzir dores de cabeça e no corpo que surgem durante a desintoxicação. Igualmente relevante é o apoio psicológico para ajudar no controle de crises de ansiedade que podem gerar irritabilidade e mau humor.

 

Internação

Atualmente, as instituições especializadas em recuperação da dependentes químicos expandiram os tratamentos destinados ao apoio a quem não consegue superar essa batalha sozinho. Sob esse contexto, as metodologias terapêuticas são aplicadas sob uma ótica biopsicossocial do ser e focadas em suas principais necessidades.

 

Por isso, a internação em hospitais especializados é importante para que o paciente receba todo o suporte necessário à superação do vício. Um dos propósitos mais relevantes da internação é o afastamento de ambientes e de pessoas que usam drogas. Principalmente durante a quarentena, a internação pode ser a solução mais viável para ajudar a quem precisa se livrar das drogas.

 

Duração dos tratamentos para dependentes químicos

A duração do tratamento pode variar de acordo com o nível de dependência, o estágio de toxicidade do organismo e o perfil psicológico do paciente. Às vezes, a equipe multidisciplinar pode identificar a presença de transtornos mentais associados ao vício em drogas.

 

Nessas circunstâncias, o ideal é mesclar terapias e conversar com os familiares a respeito das metodologias mais adequadas.

 

Como vimos, o suporte da equipe multidisciplinar é essencial nos tratamentos para dependência química para que os indivíduos sejam encorajados à superação do vício, à mudança de comportamento e à prevenção de recaídas. Cada paciente deve ser motivado e centrado em seu propósito, condição que influencia positivamente os resultados de todos os tipos de tratamento para dependentes químicos.

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